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31 de jan. de 2013

"Google" Brasil homenageia aniversário da ABGLT

Hoje, ao passarmos o mouse sobre a imagem da página inicial do Google Brasil aparece a frase "Parabéns, ABGLT!"
A página inicial do maior site de buscas - GOOGLE - no Brasil fez nesta quinta-feira, 31 de janeiro, dia do aniversário de 18 anos da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), uma homenagem ao aniversário desta que é a maior rede de organizações LGBT da América Latina, com status consultivo junto à Organização das Nações Unidas (ONU).



O topo da página traz uma figura que, ao passar o mouse sobre ela, aparece a frase "FELIZ ANIVERSÁRIO, ABGLT!".

É a primeira vez que isso acontece.

Mensagem da SECOM sobre os 18 anos da ABGLT


ABGLT, 18 ANOS!
Recadoseglitters.com



MENSAGEM DA SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO – SECOM/ABGLT



Brasil, 31 de janeiro de 2013.

     
Quinta-feira, 31 de janeiro de 2013. A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e TransexuaisABGLT – completa hoje seus 18 anos de fundação, com a grandiosidade e o júbilo de ser a maior rede de organizações LGBT da América Latina, com status consultivo junto à Organização das Nações Unidas (ONU) – e um histórico de embates fundamentais e marcantes em defesa da cidadania e dos direitos humanos para cidadãs e cidadãos lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) em todas as regiões e Estados do Brasil.

Resultado do trabalho árduo, dedicado e combativo de seus membros através das mais de 250 organizações de base afiliadas, parceiras e colaboradoras, a ABGLT tornou-se uma rede concisa, forte, imperativa, nacional e mundialmente respeitada. A ABGLT, hoje, com apenas 18 anos de existência, é uma referência forte, tanto em nível de Brasil, quanto em nível de continente americano – e até mundial – na luta e na proteção dos direitos humanos e da cidadania plena para LGBT.

Aqui no Brasil, a ABGLT teve atuação fundamental para importantes e fundamentais conquistas, a saber:

1.      CIRURGIA DE READEQUAÇÃO SEXUAL (MUDANÇA DE SEXO)

18/08/2008: O Diário Oficial da União publica portaria que prevê a realização da cirurgia para mudança de sexo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos hospitais públicos dos Estados. Pelo texto, cabe à Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde adotar as providências necessárias à plena estruturação e implantação do processo transexualizador, definindo os critérios mínimos para o funcionamento, o monitoramento e a avaliação dos serviços.

O pedido para a cirurgia, chamada de transgenitalização, pode ser feito em postos de saúde, que dão início do processo. A partir disso, inicia-se a etapa preparatória. Entre a solicitação e a cirurgia deverão se passar, obrigatoriamente, dois anos, período em que o paciente vai se submeter a um acompanhamento psicológico, para ter certeza do que vai fazer.

2.      ADOÇÃO POR CASAIS HOMOAFETIVOS:

27/04/2010: O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decide manter a adoção de duas crianças concedida a um casal de lésbicas do Rio Grande do Sul. Um recurso do Ministério Público do Estado contestava a decisão da 7ª Câmara Cível, que permitiu que as duas mulheres fossem responsáveis legais pelas crianças.

Em 28 de abril do mesmo ano, com o precedente aberto, outro casal homoafetivo conseguiu a guarda de uma criança, no município de Tangará da Serra (MT). Nos dois casos, um dos pais já era responsável legal da criança. Os pedidos requeriam a extensão do direito ao companheiro.

3.        O DIREITO DE USAR O “NOME SOCIAL”

19/05/2010: Servidores públicos federais travestis ou transexuais conseguem o direito de usar o 'nome social' (como preferem ser chamados) em cadastros dos órgãos em que trabalham, crachás de identificação, no endereço de e-mail servidor e na lista de ramais do órgão.

Outra concessão semelhante foi no Estado do Ceará, onde estudantes travestis e transexuais podem usar os nomes sociais nos documentos internos das escolas. No Rio Grande do Sul, desde 17 de maio de 2012 é aceito como documento oficial a Carteira de Nome Social, que pode ser feita em todo o Brasil, mas só vale no Estado.

4.      A INCLUSÃO DO COMPANHEIRO NA DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA:

29/07/2010: Parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional dá direito aos homossexuais de incluir o companheiro ou companheira como dependente na declaração do Imposto de Renda. A decisão ocorreu após a consulta de uma servidora. O parecer foi baseado no princípio de igualdade perante a lei e lembrou que o mesmo benefício é concedido a casai heterossexuais.

O texto afirma ainda que o direito tributário não se presta à regulamentação e organização das conveniências ou opções sexuais dos contribuintes. 'A afirmação da homossexualidade da união, preferência individual constitucionalmente garantida, não pode servir de empecilho à fruição de direitos assegurados à união heterossexual.'

5: BENEFÍCIOS DO INSS PARA HOMOSSEXUAIS:

10/12/2010: Decreto garante, de forma definitiva, o direito de homossexuais receberem pensão pela morte de seu cônjuge. A norma foi adotada com base em conceitos do Código Civil Brasileiro e da Constituição que garantem o bem-estar do cidadão sem nenhum tipo de discriminação, dizia a publicação do Diário Oficial da União (DOU).

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pagava desde 2000 pensões às pessoas que demonstrassem ter tido uma união estável com um homossexual, mas apenas para cumprir uma sentença judicial e não por determinação do Executivo. Sendo assim, antes, o direito poderia ser revogado a qualquer hora em algum tribunal.

6: O RECONHECIMENTO DA UNIÃO ESTÁVEL NAS RELAÇÕES HOMOAFETIVAS:

05/05/2011: O Supremo Tribunal Federal (STF) reconhece o registro das uniões estáveis de casais homossexuais. A votação foi unânime e estendeu aos casais homoafetivos os mesmos direitos que os heterossexuais. Na maioria dos votos imperou argumentos relacionados aos direitos universais à liberdade, à dignidade humana e do princípio da proibição de atos discriminatórios.

O plenário, no entanto, não delimitou o alcance e limites da decisão. Com isso, questões como autorização a casamentos civis entre gays ou o direito de registro de ambos os parceiros no documento de adoção de uma criança ainda podem ser contestados na Justiça. Com o reconhecimento, os magistrados abriram espaço para que gays tenham acesso a heranças e pensões (alimentícia ou por morte), além do aval de tornarem-se dependentes em planos de saúde e de previdência.

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     Apesar destas conquistas fundamentais, a luta da ABGLT não para por aqui. Há muito o que fazer. Há muitas barreiras a vencer. Há muito ainda a conquistar!

E, nesse sentido, a participação ativa, de cada membro da “Família ABGLT”, reforçando seu compromisso pessoal com o desenvolvimento, o fortalecimento e o empoderamento desta nossa querida instituição-mor, são questões fundamentais para continuar garantindo o sucesso e a crescente visibilidade da ABGLT.

Cada segmento da vulgarmente conhecida por “sopa de letrinhas” (LGBTT...) é parte responsável por “cuidar” do maior patrimônio que a ABGLT possui – o seu nome, junto com sua trajetória em constante construção. E, este, deve ser o nosso compromisso constante. Devemos manter e fortalecer, agora mais do que nunca, o respeito, a ética, a lealdade, o companheirismo, a vontade de servir dando o nosso melhor, hoje e sempre, para a nossa ABGLT!

O momento é de festa e comemoração! Mas o momento pede também que cada um/a de nós façamos uma reflexão para descobrir o que somos para a ABGLT e o que fazemos pela e para a ABGLT. E, assim, neste momento de renovação de forças, de esperanças, de energias... Vamos juntos, de mãos dadas, com a cabeça erguida, com muita coragem, força, determinação, companheirismo, unidade, humildade, perseverança, garra, e muita inteligência e discernimento, prosseguir na luta.

Avante, ABGLT! A população LGBT do Brasil e do mundo precisa de você!!!

Parabéns, “Família ABGLT”!

Salve os 18 anos da ABGLT: a rede de organizações LGBT que é motivo de orgulho para o Brasil!



SECOM/ABGLT – SECRETARIA NACIONAL DE COMUNICAÇÃO DA ABGLT


  
Bel. TERRY MARCOS DOURADO
Jornalista – Reg. MTE 2.096/00-DRT/GO
Secretário de Comunicação da ABGLT
www.abgltbrasil.blogspot.com  |   E-Mail: secom.abglt@yahoo.com.br

30 de jan. de 2013

Conheça a biografia do novo presidente da ABGLT

Eleito e empossado o novo presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a maior rede de organizações LGBT da América Latina, em 26 de janeiro passado, Carlos Magno Fonseca tem uma trajetória muito rica e expressiva de lutas, conquistas e realizações dentro dos movimentos sociais brasileiros. Sua dedicação, coragem e inteligência são algumas das qualidades que tornam este militante um exemplo a ser valorizado e seguido.


CARLOS MAGNO FONSECA
Presidente da ABGLT (2013 - 2016)


Nascido em 12 de novembro de 1971, na cidade de Santarém, no oeste do Estado do Pará, filho de Élvio Fonseca, funcionário público, e Eurídice Silva Fonseca, domestica, desde cedo Carlos Magno Fonseca teve na sua formação pessoal uma forte referência politica. Seu pai, Élvio Fonseca, exerceu mandato de vereador e fundou o Fluminense Atlético Clube, um dos principais times de futebol da cidade e da Escola de Base do Fluminense, tendo também contribuído para a concretização de outras obras naquela cidade.

Carlos estudou no Colégio Dom Amando, dirigido por irmãos canadenses da Congregação da Santa Cruz. Naquele colégio tradicional de Santarém e do Estado do Pará, Carlos Magno concluiu o primeiro grau (Ensino Fundamental) e também o primeiro ano do segundo grau (Ensino Médio).

Em 1998,  Carlos Magno Fonseca se mudou para a capital, Belém do Pará, com o objetivo de se preparar para o vestibular. E foi na capital paraense que o jovem Carlos Magno começou sua militância social e politica, participando do Movimento de Juventude da Igreja Católica, na Igreja Jesus Ressuscitado, no bairro da Marambaia. E no mesmo ano, tornou-se membro afiliado ao Partido dos Trabalhadores (PT), período em que participou ativamente da campanha eleitoral da Presidência da República, apoiando o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em 1989; e também da mobilização conhecida como "Fora, Collor!, em 1992, que resultou na ameaça de "impeachment" e na renúncia do então presidente Fernando Collor de Mello.

Em 1990, aprovado no curso de Engenharia Química da Universidade Federal do Pará, Carlos Magno Fonseca começou a participar do Movimento Estudantil, atuando como diretor do Centro Acadêmico do referido curso.

Seis anos mais tarde, em 1996, Carlos Magno iniciou o curso de Jornalismo na Universidade Federal do Pará (UFPA), tornando-se um líder estudantil muito conhecido em nível quanto nacional, tendo exercido, por duas gestões, o mandato de presidente do Centro Acadêmico de Comunicação. Magno também foi diretor do glorioso Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Naquele mesmo ano, deixou o PT para filiar-se ao recém-criado Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU). Carlos Magno participou ativamente do efervescente movimento estudantil paraense, atuando ativamente na luta pela implantação da meia–passagem estudantil, também na luta por eleições diretas pra Reitoria, também nas greves contra a privatização das universidades Federais  e pela democratização dos meios de comunicação.

1999: Em Belo Horizonte, MG, o jovem Carlos Magno
participou ativamente do congresso da União
Nacional dos Estudantes (CONUNE).
No ano 2000, Carlos Magno Fonseca concluiu o curso de Jornalismo e mudou-se para Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, iniciando  a sua militância no Movimento Social LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), e prosseguindo com sua militância no Movimento Estudantil, desta vez na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, onde cursava a Faculdade de Letras.

Em 2002, Carlos Magno fundou o Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (CELLOS-MG), uma das principias organização LGBT do Estado mineiro e que tornou-se uma das principais organizações LGBT do País,  responsável por inúmeras ações pró-LGBTs.

Carlos Magno no movimento "Fora, Collor!"
Em 2005,  o CELLOS-MG tornou-se o grupo responsável pela organização da Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte (MG), sendo Carlos Magno o  coordenador-geral do maior evento de visibilidade e afirmação dos direitos civis e humanos da comunidade de LGBTs do Estado de Minas Gerais.

No período de 2009 a 2011, Carlos Magno Fonseca coordenou o Centro de Referência pelos Direitos Humanos e Cidadania LGBT da Prefeitura de Belo Horizonte (MG). Além disso, dentro da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a maior rede de organizações LGBT da América Latina, com status consultivo junto à ONU (Organização das Nações Unidas), Carlos Magno exerceu os cargos de secretário da Regional Sudeste (2007 a 2010); e secretário de Comunicação (2009 a 2013). Em 26 de janeiro de 2013, foi eleito e empossado presidente da ABGLT para o mandato que termina em janeiro de 2016.

Carlos Magno Fonseca é eleito e empossado
presidente da ABGLT, em 26 de janeiro de 2013.
Carlos Magno Fonseca é um militante das questões, demandas e causas sociais com uma longa e rica trajetória de lutas e uma marcante e exemplar trajetória de importantes ações que resultaram em inúmeras conquistas de benefícios para a população de LGBT, tornando-se um exemplo de liderança, dentro das militâncias para as gerações do presente e do futuro.

28 de jan. de 2013

Secretária Nacional da Juventude também cumprimenta ABGLT e nova diretoria


POR TERRY MARCOS DOURADO
SECRETÁRIO DE COMUNICAÇÃO DA ABGLT
SECOM/ABGLT secom.abglt@yahoo.com.br  |  secom@abglt.org.br

Em virtude do aniversário de 18 anos de fundação da ABGLT nesta quinta-feira, 31 de janeiro, a secretária nacional da Juventude, Ana Paula Madeira, titular do órgão governamental diretamente vinculado à Secretaria-Geral da Presidência da República do Brasil, enviou nota oficial saudando os 18 anos da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, a maior rede de organizações LGBT da América Latina. Confira, a seguir, a íntegra do documento oficial:


Secretária nacional da Juventude, Ana Paula Madeira.  [Foto: SNJ]

Prezado Senhor
TONI REIS
Presidente da ABGLT


                Em atenção  ao convite em referência, incumbiu-me a Senhora Secretária Nacional de Juventude de, lamentavelmente, informar da impossibilidade de participação, em  virtude de outros compromissos institucionais, anteriormente agendados, que a impedem de se ausentar neste momento.

                Gostaríamos de parabenizá-lo pelo excelente trabalho desenvolvido, na busca incessante da garantia da diversidade no Brasil.

                Aproveitamos a oportunidade para desejar uma produtiva agenda de trabalho aos participantes e sucesso na gestão da nova direção.
Atenciosamente,

ANA PAULA MADEIRA
Secretaria Nacional de Juventude
Secretaria-Geral da Presidência da República

Ministra de Relações Institucionais do governo brasileiro envia nota oficial à ABGLT

POR TERRY MARCOS DOURADO
SECRETÁRIO DE COMUNICAÇÃO DA ABGLT
SECOM/ABGLT secom.abglt@yahoo.com.br  |  secom@abglt.org.br

Prestes a completar seu 18º aniversário de fundação nesta quinta-feira, 31 de janeiro, a ABGLT recebeu, na última sexta-feira, 25, dia em que as assembleias-gerais estatuinte e eleitoral da ABGLT 2013 foram iniciadas, uma nota oficial da titular da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República do Brasil, a ministra Ideli Salvatti.

Através de sua assessoria, a ministra Ideli Salvatti fez questão de saudar os 18 anos da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, a maior rede de organizações LGBT da América Latina. Confira, a seguir, a íntegra do documento oficial:

Ministra Ideli Salvatti. [Foto: Agência Câmara]

Ao Senhor


TONI REIS
Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT


Senhor Presidente,
          
Transmito os agradecimentos da Senhora Ministra Ideli Salvatti pelo convite para a posse da nova diretoria da ABGLT e festividade em comemoração aos 18 anos da Associação, a se realizar no próximo dia 26 de janeiro.
Impossibilitada de comparecer, ela parabeniza essa associação pelos 18 anos de luta em favor de uma minoria e deseja sucesso aos empossados em seus novos desafios.
           
            Atenciosamente,
                       


JAIR DOMINGOS GONÇALVES
Assessor-Chefe
Secretaria de Relações Institucionais
Presidência da República  

Ex-Presidente Lula envia mensagem em saudação aos 18 anos da ABGLT


POR TERRY MARCOS DOURADO
SECRETÁRIO DE COMUNICAÇÃO DA ABGLT
SECOM/ABGLT secom.abglt@yahoo.com.br  |  secom@abglt.org.br

Na próxima quinta-feira, 31 de janeiro, a ABGLT vai completar 18 anos de fundação. E na sexta-feira, 25, dia em que as assembleias-gerais estatuinte e eleitoral da ABGLT 2013 foram iniciadas, a Presidência da instituição recebeu nota oficial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula fez questão de saudar os 18 anos da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, a maior rede de organizações LGBT da América Latina. Confira, a seguir, a íntegra do documento oficial:

Presidente Lula da Silva posa com a bandeira símbolo do Movimento LGBT,
após participar da 1ª Conferência Nacional LGBT, em 2008. Aparece também
na foto histórica, a então primeira-dama do País, Marisa Letícia.



Toni Reis
Presidente
Associação Brasileira de Lésbicas,
Gays, Bissexuais, Travestis
e Transexuais (ABGLT)

São Paulo, 24 de janeiro de 2012

           
            Meu estimado amigo Toni Reis,

            Agradeço muito o convite da ABGLT para seu décimo oitavo aniversário e posse da nova diretoria.
            Infelizmente não vou poder estar ao lado de vocês nesta ocasião.
            Mesmo assim, quero aproveitar a oportunidade e parabenizar a Associação pelo trabalho sério e persistente que desenvolve para que a diversidade seja celebrada e respeitada no Brasil.
            O trabalho da ABGLT, das associações que vocês reúnem e de toda a militância contribui fortemente para que a dignidade humana seja prioridade para a sociedade e suas instituições.
Todos vocês têm um papel importante para consolidar uma sociedade justa e fraterna, sem homofobia.
Desejo a cada uma e a cada um de vocês um excelente Encontro e faço votos que a nova diretoria tenha sucesso em sua gestão.

Um forte abraço,



Luiz Inácio Lula da Silva

Assembleias-Gerais 2013 da ABGLT terminam com manifesto contra assassinatos de LGBT

Manifestação pública pacífica da ABGLT em frente ao Museu do Holocausto de Curitiba. (27.01.2013)


POR TERRY MARCOS DOURADO
SECRETÁRIO DE COMUNICAÇÃO DA ABGLT
SECOM/ABGLT secom.abglt@yahoo.com.br  |  secom@abglt.org.br

Às 11h00 deste domingo, 27 de janeiro, militantes da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a maior rede de organizações LGBT da América Latina, promoveram uma manifestação pública pacífica em frente ao Museu do Holocausto de Curitiba (Rua Coronel Agostinho de Macedo, 248, Bairro do Bom Retiro) para lembrar o aniversário dia da libertação de Auschwitz (Polônia) em 27 de janeiro de 1945. Naquele local, funcionava o maior e mais terrível campo de extermínio dos nazistas.

A manifestação da ABGLT também aconteceu para protestar contra o avanço e os perigos do fundamentalismo religioso, e ratificar às autoridades políticas nacionais, sobretudo ao governo federal, a aprovação de leis no Congresso Nacional que promovam a proteção das pessoas LGBT.

Durante o holocausto estima-se que mais de 200 mil pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) foram violentamente assassinados nos campos de concentração nazistas. O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto foi criado pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, através da resolução 60/7 de 1º de novembro de 2005.

A manifestação da ABGLT encerrou a programação oficial das assembleias-gerais estatuinte e eleitoral 2013.

ABGLT divulga a "Carta de Curitiba 2013"

Foto oficial dos participantes das assembleias-gerais estatuinte e eleitoral 2013 da ABGLT,
tirada em frente à Universidade Federal do Paraná, em Cutiriba-PR. (26.01.2013)


Leia, a seguir, a íntegra do documento "Carta de Curitiba-PR 2013", o documento oficial das assembleias estatuinte e eleitoral da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a maior rede de organizações LGBT da América Latina.

Momento em que o presidente da ABGLT, Carlos Magno Fonseca (E) e o ex-presidente Toni Reis (D) comandam a comemoração dos 18 anos da instituição, completados em 31 de janeiro. (26.01.2013)
Carta de Curitiba – Assembleia Estatuinte e Eleitoral da ABGLT
25 a 27 de janeiro de 2013




De 25 a 27 de janeiro de 2013 realizamos na cidade de Curitiba a Assembleia Estatuinte e Eleitoral da ABGLT. Esta assembleia se realiza em um importante e paradoxal período na história da luta pela livre orientação sexual e identidade de gênero no Brasil.

Nossa Associação completa 18 anos de existência, coroando o esforço de milhares de militantes  LGBT que desde a Assembléia de 1995 vêm se dedicando ao fortalecimento de uma entidade que congregue a maioria das organizações que lutam pelos direitos e pela cidadania LGBT no Brasil.

Sabemos da importância que as iniciativas dos primeiros grupos homossexuais   constituídos no final dos anos 70 e começo dos 80 do século passado tiveram para que chegássemos a este momento, pois foram o exemplo de que somente a luta coletiva e organizada pode ter êxito contra a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.

Nestes 18 anos, nossa mobilização fez com que o Estado brasileiro passasse por importantes transformações do ponto de vista da institucionalização das políticas públicas de promoção dos direitos humanos da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT).

Nossos primeiros avanços ocorreram em diversos municípios e estados onde conquistamos legislações de combate à discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, bem como de reconhecimento de nossas datas comemorativas (29 de Janeiro, 17 de Maio, 28 de Junho, 29 de Agosto) e de ações afirmativas na educação e na saúde. Por outro lado, a partir de 2004 o Governo Federal começou a assumir alguns compromissos com nossas reivindicações, através do Programa Brasil Sem Homofobia, o Programa Nacional de Direitos Humanos III,  a realização das duas Conferências Nacionais LGBT, a criação do Conselho Nacional e da Coordenação-Geral LGBT e o reconhecimento pelo STF da união estável.

Estes avanços provocaram em contrapartida um crescimento da organização dos setores conservadores e um recrudescimento das ações dos fundamentalistas religiosos, que têm conseguido uma maior capilaridade política e capacidade de pressão sobre os diferentes governos.

A campanha presidencial de 2010 foi um momento de profundo tensionamento do campo conservador sobre as candidaturas de maior expressão de votos, as quais recuaram e assumiram publicamente o descompromisso com propostas como o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a legalização do aborto, e provocando ainda um congelamento de outras agendas fundamentais dos direitos humanos.

A violência motivada pela intolerância à diversidade sexual, à livre orientação sexual e identidade de gênero, que já atingia em grande número a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, mais recentemente tem vitimado inclusive pessoas heterossexuais, o que evidencia a situação alarmante a que chegamos. E também militantes do movimento LGBT passaram a ser alvos desta violência.

Para combater estes setores é fundamental repensar os instrumentos de controle e participação social. Neste sentido é necessária uma nova compreensão da centralidade, que têm espaços tais como as conferências, que precisam assumir o caráter de resgate da soberania popular, para que de fato seja respeitado o exercício da cidadania através da decisão do povo sobre sua agenda política e social.

Este avanço do fundamentalismo e retrocesso dos princípios e valores democráticos se evidencia quando vemos uma Lei dos Bons Costumes ser sancionada no estado do Rio de Janeiro, bem como na tentativa de aprovação do PDC 234/11 que visa revogar a resolução 001/99 do CFP.

A reação dos conservadores se manifesta também em âmbito internacional. A passeata em Paris contra a proposta de casamento igualitário mostrou o quanto essas ideias fascistas de negação de direitos ainda tem capacidade de interlocução com a sociedade. E personalidades do atraso como o Papa Bento XVI são catalisadores deste pensamento intolerante e excludente.

O destaque da imprensa internacional às declarações do Presidente Obama em sua posse, a favor da igualdade de direitos, mostra que a defesa destas posições em nada implica como risco de isolamento político. E em nossa América Latina podemos afirmar com certeza que o Brasil precisa aprender com nossos irmãos e irmãs da Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia no tocante às leis e políticas de inclusão da população LGBT.

É importante que no próximo período o movimento LGBT aprofunde a discussão e a formulação necessária ao enfrentamento da ameaça deste campo. Da mesma forma, organizar uma estratégia de contraponto, em diálogo com outros setores da sociedade onde o desrespeito a laicidade prejudica a agenda política, torna-se uma tarefa central ao próximo período.

Este debate, passa inclusive pela entrada massiva nas discussões e mobilizações a cerca das Reformas hoje urgentes à democracia brasileira, em especial a reforma política. Vimos nas últimas eleições a dificuldade que temos para eleger candidaturas que não estejam alinhadas com o grande capital e sim com um projeto de transformação das desigualdades sociais, para construção de uma sociedade mais justa, plural e igualitária.

Neste sentido, a defesa de temas como o financiamento público de campanha, o voto em lista – com respeito a diversidade sexual, as questões de gênero, as raça e geração – e a ampliação dos instrumentos de participação popular devem fazer parte de nossa agenda cotidiana.

O Brasil é um dos poucos países capitalistas que não promoveu uma reforma de redistribuição de suas terras. Enquanto a maior parte dos investimentos públicos e privados são direcionados à agroexportação mais de 80% dos alimentos que chegam à mesa do povo brasileiro vem da agricultura familiar. Para construir uma sociedade realmente justa e democrática, a ABGLT precisa somar-se as lutas por um novo modelo agrícola, que produza com respeito as trabalhadoras e trabalhadores do campo e ao meio ambiente, preocupado com as qualidades dos alimentos e com a garantia da soberania alimentar.

O monopólio dos meios de comunicação e a completa ausência de instrumentos de controle social sobre a mídia é outro obstáculo importante à conquista de uma efetiva democracia em nosso País. É fundamental que a ABGLT, em aliança com os movimentos pela democratização das comunicações defenda uma nova política para este setor, através de uma reforma da Mídia que ajude a superar o modelo de sociedade o qual devemos combater, capitalista, heteronormativo, machista e racista.

Considerando o momento conjuntural que vivemos, também se faz necessário que a ABGLT intensifique o caráter de mobilização de lutas, ampliando o dialogo com outros movimentos sociais e populares. Avançamos nesse sentido ao criar em nossa estrutura a Secretaria de Relações com os Movimentos Sociais. Essa articulação é fundamental para o fortalecimento da contra posição ao avanço dos pensamentos e setores conservadores na sociedade.

Para enfrentar estes desafios lançados se faz urgente e central repensarmos o processo de formação das nossas ativistas. Para isto a ABGLT dá um importante passo ao criar na sua estrutura organizativa uma Secretaria de Formação Política e Organização.

É necessário ampliar e qualificar as fileiras do movimento LGBT brasileiro, fortalecendo a sua pluralidade e compreendendo que a nossa diversidade de orientação sexual,  de gênero, racial, geracional e de outras dimensões da nossa vida social, é o maior valor que precisa ser construído e promovido na nossa sociedade.

Demonstramos ter uma responsabilidade política proporcional à nossa importância e tamanho ao criar nossas Secretarias Específicas de Juventude, Pessoa Idosa, Mulheres, Travestis e Transexuais,  Combate ao Racismo e Pessoas com Deficiência.

Além da formação, outra questão central que deve orientar nosso próximo período, é a ampliação do dialogo com outros movimentos sociais, que também estão prejudicados com o atual congelamento nas politicas de direitos humanos e no  desrespeito a laicidade do estado. Se os setores conservadores se unem contra nós, devemos nos unir para fazer o contraponto, para reverter esse cenário, só assim poderemos retomar o período de avanço que tínhamos antes de 2010.

Por fim, é preciso rediscutir nossa relação com o governo, na posição de movimento  social, garantindo a nossa independência e autonomia frente a qualquer Governo. Cobramos, formulamos e fazemos o controle social, dentro do tamanho de nossa responsabilidade como maior Associação do movimento LGBT, respeitando, articulando e construindo junto com as outras entidades. Infelizmente no ultimo período, com a desarticulações dos Gts temáticos com o governo federal e como atual desrespeito que o conselho sofre, o governo tem se distanciado do movimento LGBT. É preciso pensar em uma agenda de maior incidência política, para assim ganhar força institucional.

A instalação do Conselho Nacional LGBT, concretizando o tripé da cidadania LGBT no âmbito federal, é uma conquista importante. Todavia, apesar de sua criação como um instrumento de garantia da participação na formulação e controle social das políticas públicas LGBT,  tem sido sistemático o desrespeito a este espaço como vimos nos casos de criação dos Comitês de Combate a Homofobia e no esvaziamento da campanha do selo “Faça o brasil território livre da homofobia”.

A ABGLT reafirma sua convicção de que a democracia participativa e o controle social são  essenciais à construção de uma verdadeira democracia em nosso país, mas iniciativas como  a instalação destes Comitês pela falta de diálogo com os movimentos sociais, e com o próprio Conselho Nacional LGBT, bem como com as instâncias governamentais que coordenam a política LGBT nos estados e municípios, vão na contramão do que vem sendo proposto, pelo governo e movimento social.

Além de contrariar as deliberações das conferencias para a criação de politicas de estado de combate a homofobia e promoção da cidadania LGBT, os Comitês não passam de espaços organizados pelo governo para discussão da sociedade civil, com a própria sociedade civil. Carecem de envergadura politica, estrutura, representação, podendo até contribuir para um processo de esvaziamento dos conselhos, espaços que revindicamos há anos, que agora começam a ser implementados nos estados e municípios.

Os desafios são grandes, porém nossa força, capacidade e base política também. O próximo período será de luta, mas sem duvida os avanços virão a curto, médio e longo prazo.

Avante ABGLT, para seguir em frente!


Foto oficial dos participantes das assembleias-gerais estatuinte e eleitoral 2013 da ABGLT, em Cutiriba-PR. (26.01.2013)
Momento em que o ex-presidente da ABGLT, Toni Reis (E), passou o comando da instituição ao seu sucessor, Carlos Magno Fonseca (D), com dirito à "faixa presidencial". (26.01.2013)


Foto oficial dos participantes das assembleias-gerais estatuinte e eleitoral 2013 da ABGLT,
tirada em frente à Universidade Federal do Paraná, em Cutiriba-PR. (26.01.2013)