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8 de fev de 2013

Presidente da Câmara Federal atende solicitação da ABGLT e determina instauração de processo disciplinar contra deputado-pastor homofóbico

Deputado Federal Marco Maia, presidente da Câmara Federal. [Reprodução da Internet]

Por Terry Marcos Dourado
Secretário Nacional de Comunicação da ABGLT
SECOM-ABGLT (secom.abglt@yahoo.com.br)

No final de janeiro, o presidente da Câmara Federal, deputado Marco Maia (PT-RS), enviou ofício à Presidência da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) comunicando que encaminhou a solicitação da ABGLT à Corregedoria daquele Parlamento, para instauração de processo disciplinar justificado por ações fundamentalistas religiosas e homofóbicas praticadas pelo deputado e pastor evangélico Marcos Feliciano (PSC-SP). O processo é o de número 126708/2012.

Veja o documento clicando neste link: Ofício do deputado federal Marco Maia.


ENTENDA O CASO:


Pastor e deputado federal Marco Feliciano. [Reprodução da Internet]
Em setembro de 2012, o pastor Marco Feliciano falou em "ativismo de satanás" e afirma que a Aids "é uma doença gay". Ele também criticou a omissão de cristãos dizendo que a "Igreja pouco faz". No vídeo gravado durante a edição do evento "Gideões Missionários da Última Hora", e publicado na internet com muitos acessos, o pastor e deputado federal Marco Feliciano disse que "existe uma trama diabólica no governo brasileiro a favor do ativismo gay".


Marco Feliciano afirmou ainda que o número de casos de Aids cresceu 30% em 2011, em comparação com os índices de 2010. Irresponsavelmente, Marco Feliciano disse que havia uma omissão generalizada em torno do assunto, por se tratar de uma doença essencialmente fruto de relações homossexuais: "A Aids é uma doença gay. A Aids é uma doença que veio desse povo, mas se você falar, vai colocar eles numa situação constrangedora não vão conseguir verba", disse o pastor-deputado.

O pastor convocou os cristãos à se mobilizarem e se posicionarem contra o ativismo gay, que ele classificou como "engendramento de satanás" e citou a internet como ferramenta: "Você que passa o dia na internet [...] faça algo pelo Reino, infeliz. Até quando os nossos cantores gospel, que estão alguns aqui e outros fora, até quando os maiores pregadores de fama que temos aí graças ao Twitter, vão passar o dia todo tuitando futilidades?", disse. Ainda em sua fala, o pastor lamentou a posição passiva da maioria dos cristãos a respeito do assunto: "Eles (os homossexuais) peitam o cristianismo, debocham na nossa cara e vomitam em cima de nós, e a Igreja pouco faz ou nada faz".

A crença de que um dia o Brasil será presidido por um evangélico voltou a ser mencionada pelo pastor: "(...) vai chegar o dia em que o povo vai ter orgulho. Vamos ouvir um jornalista falar 'com a palavra, Sua Excelência Presidente da República Federativa do Brasil', e o presidente do Brasil vai começar o discurso dele dizendo: 'Eu cumprimento os compatriotas brasileiros com a Paz do Senhor'", disse Marco Feliciano.

A repercussão do vídeo nas redes sociais causou reações contrárias à fala do pastor.